Tratamento de fratura da tíbia e fíbula de Fêmea tamanduá-mirim (Tamanduá tetradactyla). Relato de caso

Vanessa Veronese Ortunho, Lucio de Oliveira e Souza, Loamy Santos, Natália Antonietti

Resumo


O tamanduá-mirim (Tamanduá tetradactyl) possui, pelagem curta e densa, de coloração amarelo pálida, apresenta pelos pretos que cobrem o dorso, ventre e cruzam os ombros em faixa, formando um desenho parecendo um colete preto. Apesar de atualmente não correr risco de extinção a caça, atropelamentos, ataques de cães domésticos e principalmente a destruição de habitats naturais são fatores que podem contribuir num futuro próximo para declínio de suas populações e até mesmo a sua extinção em algumas regiões. Assim, o traumatismo nesses animais tem sido muito comum. No Centro de Conservação da Fauna Silvestre (CCFS) de Ilha Solteira chegou uma Tamanduá- mirim pesando 3,6 kg com fratura proximal completa de tíbia e fíbula. O tratamento consistiu na imobilização externa do membro pélvico direito para que a fratura pudesse ser consolidada. Após 15 dias da imobilização a tamanduá retirou a tala e começou a se locomover normalmente. Foi feita avaliação do animal e pelo fato dela não estar se alimentando normalmente optou-se por fazer a soltura do animal na FEPE.


Palavras-chave


imobilização externa; membro pélvico direito; animal silvestre.

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Recebido em 30/006/2014


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